Vermelho, amarelo, verde. Diante das diferentes cores nas imagens de ressonância magnética o biólogo molecular Richard Davidson identifica as regiões do cérebro de seu voluntário budista que apresentam atividade significativa enquanto este tenta conduzir a própria mente ao estado conhecido como “compaixão incondicional”, a descoberta neurocientífica mais recente descobrem como surgem as emoções negativas no cérebro. Raiva, irritação, ódio, inveja, ciúmes, os budistas enfrentam com serenidade e satisfação até mesmo o lado ruim da vida. A meta suprema da meditação consiste em cultivar as qualidades humanas positivas.

Com auxílio da meditação das ondas cerebrais e dos procedimentos de diagnóstico por imagem, os cientistas buscam descobrir o que o nosso órgão do pensamento faz enquanto mergulhamos em contemplação interior. Estudos de imageamento indicam que a prática da meditação reorganiza o cérebro, permitindo controlar e modificar reações automáticas. Uma das leis fundamentais da neurociência dizia que as conexões entre as células nervosas do cérebro se estabelecem na infância e se mantêm inalteradas até o fim da vida. Hoje se sabe que tanto a estrutura quanto o funcionamento de nossa massa cinzenta podem se modificar até a idade avançada.

O pesquisador Davidson queria saber se atividades puramente mentais poderiam modificar o cérebro e de que forma isso atuaria sobre o estado de espírito e a vida emocional de uma pessoa. Seu primeiro voluntário, um abade indiano, trazia na bagagem mais de 10mil horas de meditação e, uma vez no laboratório, logo causou surpresa. Seu córtex frontal esquerdo revelou-se muito mais ativo que o de outras 150 pessoas sem experiência de meditação. Como Davidson já havia constatado, tal padrão de excitabilidade sinaliza um “estilo emocional positivo”. Nas pessoas mais infelizes e pessimistas, o predomínio é do lado direito. Tipos otimistas, ao contrário, têm o córtex frontal esquerdo mais ativo..

Experimentos mostraram que estas pessoas superam com mais rapidez emoções negativas. Fica evidente que essa região cerebral mantém sob controle os sentimentos ‘Ruins”e, dessa forma, talvez responda também pela paz de espírito que caracteriza tantos budistas. Davidson continuou testando mais monges e o resultado foi o mesmo. “A felicidade é uma habilidade que se pode aprender, tanto quanto um esporte ou um instrumento musical. Quem pratica fica cada vez melhor.” Mas como podia ele saber se aqueles mestres de meditação já não possuíam cérebro “feliz” antes de pisar num mosteiro? Por isso recrutou voluntários sem a prática da meditação que participaram de um curso de meditação e de acordo com as medições efetuadas por eletroencefalograma (EEG) a atividade no lobo frontal daqueles que participaram deslocou-se da direita para a esquerda!!!!!

Podemos desenvolver um cérebro feliz via meditação e principalmente através da prática meditativa da compaixão incondicional: amor e compaixão que penetram na mente fazendo com que o praticante não apenas resolva seus problemas de forma mais positiva como se disponha a ajudar os outros sem nenhuma reserva.

É a ciência mais uma vez provando os efeitos benéficos da meditação. Vamos praticar e desenvolver um cérebro “feliz”.

Um abraço!

ASS ROSALIA

 

Rosalia Schwark
Psicóloga Especialista em Neurociência
Criadora do Método Movimento Perfeito

 

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