Durante milênios, os seres humanos olhavam para o Universo como sendo um sistema orientado por um “ Criador”, um ser superior que criou tudo com um propósito, este propósito era discutido por inúmeras religiões e filosofias que nasceram para compreender esta “entidade superior” e com isto entender o sentido da vida. Assim que surgiu a ciência, o Universo rapidamente começou a revelar seus segredos através de leis físicas e tudo passou a ser visto com um olhar mecanicista, tudo, inclusive o homem, não passava de uma máquina. A ciência ao mudar de uma forma tão absoluta um ponto de vista de que nem a vida e nem os seres humanos tinham mistérios e que tudo podia ser compreendido em termos inteiramente mecânicos, foi culminar na abertura do cérebro humano que confirmou a hipótese científica de que tudo- inclusive a mente humana – não passava de uma máquina.

A ideia de que todo o Universo nada mais era do que um “sistema físico”- isto é, uma máquina- que se desenvolvia mecanicamente, de acordo com leis rígidas e imutáveis, começou como sendo uma heresia radical e depois passou a influenciar toda a tecnologia humana , não existindo nenhum tratamento, nenhum veículo, nenhuma tecnologia de comunicação, uma industria que não estivesse alicerçada sobre esse pressuposto. Do período em que viveu Galileu e o final do século XX, o que um dia foi uma heresia se transformou em uma visão do mundo compartilhada por bilhões de pessoas e depois disso, embora antigamente fosse um requisito em qualquer departamento de uma universidade respeitada que um professor fosse “um homem de Deus”, se tornou até uma década atrás, bastante embaraçoso que um deles admitisse levar a sério este conceito. No fim do século XIX, os cientistas acreditavam haver descoberto praticamente todas as leis fundamentais da física, leis que eram puramente mecanicistas, a própria matéria viva era compreendida como sendo uma fábrica especialmente complicada de máquinas moleculares. Torna-se desnecessário dizer que havia ( e ainda há) um grande número de pessoas que achava esta visão da realidade “ triste” mas confirmada e comprovada por método científico, mudando radicalmente da idéia idealista da criação de Deus, para as explicações detalhadas da criação do mundo a partir de uma grande explosão o big bang que explica detalhadamente a criação do mundo a 14 bilhões de anos atrás e como foram se formando matérias a partir de uma nuvem em expansão, predominantemente composta de átomos de hidrogênio até formar um átomo mais pesado chamado hélio, que foi a próxima forma estável de matéria até a criação de matérias gradativamente mais complexas, como os seres humanos. E assim o paraíso, Adão e Eva não passaram de uma criação infantil para mentes não científicas. E onde ficava Deus nesta história???

Além da necessidade prática de acumular informações , nossa espécie também busca conhecimento na esperança de que isso possa nos prover de sentido e propósito. Nesse aspecto, nossa espécie distingue-se de todas as outras na medida em que, além das necessidades vitais , os humanos também possuem o que poderíamos chamar de necessidades “espirituais”. Da mesma maneira que nossos corpos necessitam de alimentos , nós ansiamos por entender nosso propósito no universo, nossa razão de ser. Como a ciência enfrentaria o fato de que todas as culturas mantêm a crença em alguma forma de realidade espiritual, além disso, se Deus existe, minha vida torna-se repleta de significado. Se Deus existe , sou imortal, sou espiritual. E se Deus não existe? Se não há Deus, eu sou mortal, conseqüentemente sem Deus, a vida deixa de ter um propósito ou um significado , e assim, cada um tinha que fazer uma opção: Ou você acreditava na ciência e era um homem da ciência, racional, metódico e cético ou você acreditava em religião e era um homem de Deus, emotivo, místico e espiritual.

O único ponto em comum entre a ciência e a religião neste ponto era que desde os gregos o método de investigação para entender o homem, a vida , a natureza e Deus era através de estudos da natureza das coisas externas, a tendência predominante em toda a ciência e filosofia humanas era investigar o que estava fora. Immanuel Kant, filósofo, deu um dos mais revolucionários saltos na história do pensamento humano ao sugerir que, para entendermos a verdadeira natureza da realidade, deveríamos redirecionar o foco de nosso questionamento de fora para dentro. Kant propôs que fizéssemos isso estudando não a natureza dos objetos físicos à nossa volta, mas sim a forma como percebemos esses objetos físicos. Em vez de olhar para fora em busca de respostas sobre a natureza definitiva da realidade, deveríamos primeiro olhar para dentro, para a natureza daquele que percebe, para a natureza da própria percepção. Depois disto, Albert Einstein, com sua teoria da relatividade veio para provar a mais “bombástica” natureza da realidade, que é ser influenciada e determinada pelo observador, ou seja, depende do ponto de vista de cada um que observa e que ao observar altera o objeto observado e influencia a sua realidade, isto deu partida para o desenvolvimento da física quântica e finalmente os homens da ciência descobriram a natureza variada da realidade, e desde o século passado, desde o momento em que foi proposta pela primeira vez a teoria quântica, originou muitos novos dilemas e demonstrou ser a teoria mais bem-sucedida em toda a história da ciência, os estranhos fenômenos encontrados na escala subatômica quântica se aplicam inteiramente à vida humana, devido as analogia que é possível fazer entre, por exemplo ,a liberdade de escolha que nós humanos acreditamos ter e a liberdade de escolha de que elétrons aparentemente dispõem. Em nível subcelular, a própria matéria se parece, e se comporta ( nas palavras de um físico quântico ) “mais como um pensamento” do que como as rodas dentadas de uma engrenagem.

Átomos de carbono, oxigênio e hidrogênio, base nitrogenadas, fosfatos, esses são os ingredientes principais requeridos na receita para se fazer um ser humano, tudo isso produzido por partículas e ondas ainda menores. Portanto em nossa origem somos energia que torna-se matéria, somos quânticos, antes de sermos materiais, somos todos um, feitos em essência do mesma energia que todos os outros seres vivos e matérias, apesar de sermos únicos. O cérebro humano considerado por tanto tempo como imutável e estático, demonstra hoje sua qualidade quântica, sua capacidade de plasticidade e expansão constantes , os homens das ciências estão gradativamente voltando-se para Deus, os físicos quânticos, biólogos, neurocientistas , estão cada vez mais confortáveis para falar e admitir nosso DNA marcado pela nossa espiritualidade e nosso cérebro com capacidade de curar-se pela fé em algo superior, ou seja, a visão quântica , nos aproximando de nossa essência divina e da tomada de consciência que somos os criadores e a fonte de nossa felicidade e de nossa essência eterna em constante expansão. Com toda esta evolução do pensamento, você não acha que tem algo muito especial para aprender e se conscientizar com tudo isto? Que pensar de forma dualista, ou isto ou aquilo já é uma forma muito antiga de pensar? Que procurar por soluções externas é uma forma muito ultrapassada de busca? A se conscientizar de que seu nível de pensar e sentir é sua comunicação mais poderosa neste universo interconectado? Que a visão materialista de que somos seres separados não tem mais base científica? O método do Movimento Perfeito é estruturado com base nos conceitos da física quântica e pratica o desenvolvimento de nosso poder interno e não do controle do mundo externo. Nada precisa ser alterado lá fora, tudo pode ser criado e recriado dentro de nós em eterno movimento.

Um abraço!

ASS ROSALIA

 

Rosalia Schwark
Psicóloga Especialista em Neurociência
Criadora do Método Movimento Perfeito

 

Deixar seu Comentário

Comentar