Um dos enfoques mais usados em livros de autoajuda, livros de liderança, palestras motivacionais, discursos de psicólogos e terapeutas emocionais, médicos e profissionais da saúde em geral, quando querem ajudar seus pacientes e clientes a enfrentar problemas é a indicação de que: Você precisa elevar sua autoestima.

O que é afinal esta tal de autoestima e como trabalhá-la objetivamente?

A autoestima é a relação que as pessoas mantêm consigo mesmas – uma convivência muitas vezes difícil. O conceito diz respeito ao que se pensa de si, os sentimentos que essas opiniões deflagram e seus reflexos nos relacionamentos afetivos, sociais e profissionais. Pesquisadores constatam que pessoas com autoimagem positiva podem ter mais facilidade para fazer boas escolhas, já as que nutrem baixa autoestima são as mais críticas, julgadoras mais rígidas de si mesmas e dos outros, inseguras, hesitam em tomar decisões, temendo a opinião dos outros caso seus supostos pontos fracos sejam descobertos.

A forma como enfrentamos circunstâncias constrangedoras, reagimos às críticas, ao esquecimento ou à rejeição oferece indícios a respeito de nossa autoestima. Muitas pessoas que apenas aparentemente têm autoimagem elevada fazem, na realidade, avaliações instáveis de si mesmas, atribuem a responsabilidade pelos próprios fracassos aos outros, ou às circunstâncias, e não suportam críticas. Temos que estar atentos à diferença entre a imagem frágil e defensiva de si e a alta autoestima autêntica, que não precisa ser elevada o tempo todo, o que é importante é que se mantenha estável diante de eventos adversos. A equação é sutil: a pessoa pode se reconhecer forte, inteligente, interessante ou integrada socialmente e, ao mesmo tempo, admitir que comete erros, deparar-se com inseguranças, temores e incomodar-se com isso. As falhas, porém, não ameaçam o equilíbrio nem são motivo de vergonha, mas um estímulo para questionamentos e aprendizado. O insucesso numa área específica da vida não leva o indivíduo com boa autoestima a se depreciar integralmente e, logo, ele está aberto para mudar por aprimoramento e não por insatisfação e medo.

A autoestima funciona como uma espécie de sistema imunológico da consciência: favorece a capacidade de adaptação ao meio e o bem-estar emocional. Trata-se de uma faculdade de recuperação, nos protege contra as repercussões psicológicas de uma situação crítica e permite recuperação mais rápida e com poucas sequelas emocionais.

A relação satisfatória consigo mesmo parece estar associada a dois comportamentos: Exercitar-se em fazer pequenas superações (que ativa o núcleo accumbes e produz norodrenalina e serotonina); e relativa ausência de monólogos interiores autocentrados – diálogo interno silenciado. Com as técnicas do método do Movimento Perfeito ensinamos a eliminar as crenças limitantes que a pessoa possa ter em relação as suas capacidades e identidade e tomar consciência que um problema numa determinada área não deve ser estendido para outras áreas, criamos uma autoimagem mais fortalecida; e, o mais importante, ajudamos a pessoa a perceber que cada experiência da vida contém uma mensagem positiva a ser decifrada e que, no momento que entendemos o significado e não nos trancamos com julgamentos limitantes, estaremos seguros e em constante e eterno movimento perfeito de tornar-se. Cada dia é um dia de revelação e de expansão e qualquer experiência, uma dose para ensinar a nos amarmos mais e mais até a construção maior da própria autoestima , a construção do seu amor incondicional.

 

ASS ROSALIA

 

Rosalia Schwark
Psicóloga Especialista em Neurociência
Criadora do Método Movimento Perfeito

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