O mundo das empresas, dos negócios, das vendas, estão cada vez mais se tornando conscientes, de que, além das capacitações e competências necessárias para o cargo ou função, a pessoa tem que estar preparada emocionalmente para ter um bom modelo funcional de si mesmo, ou seja, inteligência intrapessoal- capacidade de lidar com sua identidade, sentimentos, objetivos, forças e fraquezas e um bom conhecimento de si mesmo. As pessoas que possuem um profundo entendimento de suas forças e necessidades estão em uma posição muito melhor do que aquelas com autoconhecimento limitado ou distorcido. Infelizmente, os seres humanos não são observadores acurados da sua vida mental e vão se relacionar com os outros e com o mundo externo, com níveis muitos baixos de credibilidade interna.

Admitimos pessoas por suas competências e as demitimos por dificuldades emocionais. Muitas vezes, temos pessoas com capacidades incríveis de planejamento e execução, mas que se irritam com os outros com uma enorme facilidade, colocando os “pés pelas mãos”. Quando aprendem, que às vezes, simplesmente não vale a pena irritar-se, e, para evitar isso, o melhor é se distanciar internamente e relaxar- seja respirando fundo ou imaginando X de cueca de bolinhas cor-de-rosa ou com um focinho de palhaço, uma pequena molecagem, que interrompe o piloto automático de se irritar imediatamente. Apesar de, sabiamente, ser muito difícil transformar afeto extremamente negativo em positivo, reduzir o bloqueio mental de 95 para 50 no próximo ataque de X ou mesmo conseguir olhar para o outro de forma relativamente tranqüila, já representa uma boa melhora.

Pesquisadores estudam como surgem a satisfação e a felicidade e acreditam que compreendendo melhor os mecanismos que possibilitam essas sensações, seremos capazes de produzir esse estado de forma objetiva em nós mesmos. A sensação de relaxamento quando nos sentamos na varanda, na hora do pôr-do-sol, após um dia duro e produtivo de trabalho e colocamos as pernas para cima, ou o frescor estimulante que experimentamos durante um banho em uma cachoeira, são bons exemplos de satisfação que nos permite maior controle do stress do dia-a-dia e demonstra que sabemos compensar nossas emoções opressivas da correria do trabalho, com emoções relaxantes. Isto é educação emocional.

Muitas pessoas já descobriram que conseguem se motivar para realizar tarefas desagradáveis ao antecipar em sua mente a sensação boa que as preencherá após o término bem-sucedido da atividade. Isto é educação emocional. Muita gente, subestima as pequenas gentilezas, tanto na vida privada quanto na profissional, sendo que, um sorriso, um elogio sincero, palavras gentis, é um meio bastante eficiente para a criação de afetos positivos. A dificuldade é que muitos aprenderam a se relacionar segundo um princípio que lhes parece lógico: “ Se eu gosto de você, não preciso lhe dizer. Quando não gostar mais, então lhe digo”. Isso parece avesso ao reconhecimento do empenho e dos bons resultados adotada também em inúmeras empresas. No entanto, um bom ambiente de trabalho não surge, por exemplo, só porque se organiza, uma vez por ano, um encontro entre os funcionários, mas é construído muito mais com base em vários pequenos momentos que oferecem vivências de felicidade em pequenas doses. Isto é educação emocional.

Uma tática simples de controle emocional é a redução dos afetos negativos, evitando ao máximo tudo o que não faz a pessoa feliz. Pode parecer óbvio, mas nem sempre é fácil e muitos se surpreendem ao perceber que quase sempre é possível fazer mais por si mesmo do que se imagina num primeiro momento. Se você se sente apreensivo ao ver tantas notícias negativas no jornal e na TV, por exemplo, faça uma proposta de ler por uma semana, apenas as partes do jornal que falem dos eventos culturais , sociais e da comunidade, evite a política, a parte policial e as notícias sensacionalistas. Tudo são dicas de controle de sua emoções para o alcance do bem-estar e eficiência no trabalho.

O fato é que as emoções são indispensáveis para a interação e ação interpessoal, sem elas , os fundamentos para uma rotina bem-sucedida deixam de existir. Além disso, as emoções estão intimamente ligadas aos processos cognitivos – elas são essenciais para a capacidade de aprendizagem implícita e inconsciente, assim como para as decisões sensatas. Em outras palavras: a administração de nossos sentimentos definem essencialmente quem somos , o que fazemos e nos preparam para uma vida de resultados satisfatórios. Eu se fosse você, investiria meu tempo e recursos em educação emocional, muito mais do que na aquisição de uma competência técnica.

Um abraço!

ASS ROSALIA

 

Rosalia Schwark
Psicóloga Especialista em Neurociência
Criadora do Método Movimento Perfeito

 

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