Como você se sente quando alguém critica você? Você se sente com ânimo ou desânimo?
Como você se sente quando sua autocrítica é excessiva? Encorajado ou desmotivado?

A crítica e autocrítica são extremamente limitantes, ao invés de encorajar e motivar a pessoa para novos comportamentos, novas atitudes, derruba o potencial para a mudança. A pessoa fica sem coragem para empreender em si e na vida.


Mas é incrível como as pessoas têm medo de abandonar a autocrítica! “E se eu não me criticar, como eu vou crescer?”. A fonte deste medo é a educação que recebemos com foco nos limites. Limitar para educar é a base que aprendemos para proteger nossos filhos.

“Preciso ensinar o que é certo, bom e correto, limitando, criticando o que é feio, o que é perigoso e o que os outros podem desaprovar. Desta forma, protejo meu filho”. E, assim, crescemos sempre com o medo de poder errar, de poder ser desaprovado e de correr riscos.

Será que esta educação voltada para os limites prepara a mente de uma criança para ser um empreendedor no futuro?

Será que esta educação estimula a criança a desenvolver o melhor de si?
Como estudiosa do cérebro, do efeito das informações na química cerebral e no nosso desenvolvimento mental, sou categórica: a educação com base nos limites é desatualizada e improdutiva. E não estou filosofando.

Estudando o que o medo de errar e o medo da desaprovação provocam no cérebro, sou adepta da educação sem limites. Uma educação que, diante de um comportamento “errado” ou inadequado de uma criança, mantém o foco no potencial do acerto.
É maravilhoso ensinar uma criança a descobrir caminhos melhores e mais saudáveis, sem precisar massacrar com as críticas. Identifique o comportamento inadequado do seu filho e, ao invés de criticar a baixa nota na escola, por exemplo, mostre como fazer melhor.

Diga que você aposta no potencial dele de na próxima vez ser mais eficiente. Aponte soluções, mostre o caminho, vá em busca de suporte ou seja o suporte. Seja o aliado do seu filho: aquele que ajuda nas soluções, aquele que acredita no seu potencial, aquele que aposta no melhor resultado.

É desta forma, que nos tornamos modelo para os nossos filhos; é desta forma, que eles recorrem a nós para ouvir conselhos e dicas; é desta forma, que eles abrem seus corações; e é desta forma, que somos influentes. Quando eles recebem este suporte, têm o ânimo e a motivação para se aprimorarem constantemente. Quando aprendem desde pequenos que estamos juntos para proteger, ensinando como fazer, ser e ter o melhor, eles recorrem a nós pela vida inteira.

Ser aquele que pune, que massacra, que arrasa com a auto-estima, que castiga, é uma forma muito primitiva. No futuro, uma criança que “apanha com excesso de críticas” se torna um adulto com autocrítica intensa. Cientificamente falando, isso é um dos maiores limitadores da felicidade e do sucesso; o caminho para o sentimento da inadequação.

Quando você vende para o seu cérebro: “não sou bom o bastante”, você não ativa o seu potencial de iniciativa, criatividade, persistência e motivação.
Sou adepta da educação sem limites, que defino como aquela que utiliza uma situação negativa, um comportamento negativo, como uma bela oportunidade de mostrar ao filho como fazer melhor. Ao invés de limitar um comportamento inadequado, punindo, criticando, utilize para mostrar um comportamento mais saudável e mais produtivo.

Não confunda o que estou dizendo como ser benevolente, bonzinho, que deixa fazer tudo, que fecha os olhos para os problemas, que não sabe dizer “não” para um filho, porque isto é o oposto do que significa educação – estar sob a influência de uma pessoa de poder que nos ensina a fazer melhor -, e sim um exemplo de fraqueza e de falta de liderança.

Seja um líder para o seu filho. Aquele que inspira e ensina como evoluir, progredir, avançar. Produza um movimento perfeito, ensinando o seu filho a liderar sua vida e seus objetivos.

 

ASS ROSALIA

 

Rosalia Schwark
Psicóloga Especialista em Neurociência
Criadora do Método Movimento Perfeito

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