“Um estranho procurou o mestre no mosteiro- Quero melhorar minha vida- disse ele. Mas não consigo parar de invejar os outros. O mestre reparou que ventava lá fora, e pediu ao estranho: Aqui está muito quente. Será que o senhor poderia pegar um pouco de vento lá fora, para refrescar a sala? Isto é impossível – disse o estranho. Da mesma maneira, é impossível deixar de invejar, é de sua natureza ,mas se souber controlá-la pode melhorar sua vida com ela”.

É da nossa natureza achar que estar na “pele do outro” é melhor, e é por isso que sentimos a inveja, vontade de ter, ser ou fazer o que outro faz, é ou tem. Nos colocamos mentalmente no lugar do outro e passamos a acreditar que a vida dele é este nosso processo mental perfeito. Esquecemos que a construção que ele fez é feita de pedaços de tudo que passou. Existe uma jornada por trás e que, com certeza, foi e é envolvida de muitos obstáculos que ele teve que superar para alcançar aquele estado que invejamos.

Ser bem-sucedida, bem-resolvida é estar de bem com a SUA vida, sem processo de comparação algum.

Acredito que a felicidade mora por estas redondezas, quando aprendemos a olhar para dentro e apreciar o que já fomos e somos capazes de conquistar, percebendo assim o nosso potencial de conquistar ainda mais. Ao olhar para fora e ver o que o outro conquistou, “a grama verdinha do vizinho”, um sinal para acordar a minha própria potencialidade.

A inveja faz ao contrário, ela gera o sofrimento interno e o desejo de ver o outro sofrendo também e é por isso que muitos diminuem com críticas os feitos dos outros. A inveja gera destruição interna e uma onda de baixas atrações. Além de fazer mal por dentro, acaba produzindo pouca ou nenhuma capacidade de eu própria atrair o objeto da minha inveja. Quanto mais eu invejo e critico o sucesso de outro, mais eu produzo o insucesso a minha volta. Por uma questão de lei, você não pode ter o que você não é. Você não pode ter sucesso se você não é por dentro alimentada com ideias de sucesso. Ideias de críticas e inveja não produzem o estado mental compatível com o sucesso. Logo, tenho que aprender a lidar sabiamente com a minha natureza invejosa. Você não precisa negá-la ou sentir-se culpada, eu e você ao ver qualquer pessoa obtendo algo que nos agrada, acabará em primeira instância, produzindo a inveja, a vontade de ter o mesmo.

O que precisamos é entender que ela é nociva e transformá-la numa plataforma para nos lançar para um patamar maior ainda do que aquele que estamos no momento. Eu pratico e ensino a transformar o objeto de inveja, no objeto de inspiração. Transforme aquela empresa, aquela pessoa, aquele concorrente no seu ALVO de estudos de recursos e talentos. Pontue 5 talentos ou recursos que você acredita que levou o seu alvo aquela posição. Agora pontue suas notas de 0-10 nestes mesmos recursos ou talentos. Você tem agora uma boa medida daquilo que você precisa investir em você para potencializar os seus próprios recursos. Um exemplo que aconteceu com uma cliente que ” invejava” a mulher atual do seu ex-marido, ao fazê-la sair do nível das críticas intermináveis e pontuar os 5 recursos que a faziam ter tanta influência e ascendência sobre o seu ex-marido, fez minha cliente tomar consciência de 2 recursos que ela própria deveria se desenvolver mais, aumentar o seu próprio poder de atração e aumentar o seu conhecimento do mercado financeiro. Este despertar levou a minha cliente a um processo pessoal de desenvolvimento, que a conduziu para um bem-sucedido encontro amoroso e a uma viagem ao Oriente por três meses de causar inveja a qualquer uma de nós.

A inveja pode se tornar uma aliada em nossa jornada de expansão. Podemos trocar o veneno que ela pode causar em antídoto contra a estagnação.
Vamos então invejar um pouco, mas de forma construtiva?

 

ASS ROSALIA

 

Rosalia Schwark
Psicóloga Especialista em Neurociência
Criadora do Método Movimento Perfeito

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